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  Geografia Geral e do Brasil


INDÚSTRIA CRESCE 8,3% EM 2004 E TEM VARIAÇÃO DE 0,6% EM DEZEMBRO

Em dezembro de 2004, a produção industrial variou 0,6% ante a novembro, na série livre de influências sazonais. Na comparação com dezembro de 2003, houve crescimento de 8,3%, mais intenso que os de novembro (7,8%) e outubro (3,3%). No ano, o índice também fica em 8,3%. A produção do setor no último trimestre de 2004 superou em 0,9% à do período imediatamente anterior e em 6,3% o nível observado no quarto trimestre de 2003.



Em dezembro de 2004, a produção industrial apresentou variação positiva de 0,6% frente a novembro, na série livre de influências sazonais. Essa variação positiva tem perfil generalizado, já que alcança 16 dos 23 ramos que têm séries ajustadas sazonalmente e todas as categorias de uso. No corte por ramos industriais, os destaques são: refino de petróleo e produção de álcool (7,6%), produtos de metal (7,6%), alimentos (1,2%), veículos automotores (1,5%) e farmacêutica (4,3%). Entre os sete segmentos com queda neste indicador, vale citar: material eletrônico e equipamentos de comunicações (-7,5%) e máquinas e equipamentos (-3,2%). Os índices por categorias de uso mostram que o setor de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, com um avanço de 3,4% em relação ao mês anterior, registra seu resultado mais elevado em 2004. Neste mês, crescem também a produção de bens de consumo duráveis (2,9%) e a de bens de capital (1,6%), enquanto bens intermediários apresenta a taxa mais moderada (1,2%).

Bens de consumo duráveis lideram crescimento na comparação com dezembro de 2003

Na comparação com dezembro de 2003, o crescimento foi de 8,3%. Este movimento é observado em 21 das 27 atividades industriais investigadas, nas 4 categorias de uso e em 57 dos 66 subsetores pesquisados. O desempenho favorável de veículos automotores (29,2%), alimentos (11,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (14,6%) foi determinante na expansão global da indústria. No primeiro ramo, os destaques são automóveis e caminhões pesados. Nos outros dois segmentos, os itens de maior impacto são produtos derivados da cana-de-açúcar, açúcar cristal na indústria alimentar e álcool no setor de refino de petróleo e produção de álcool. Em conjunto, esses três ramos respondem por mais da metade (53%) da taxa global de 8,3%.

No corte por categorias de uso, a liderança fica com o segmento de bens de consumo duráveis, onde o crescimento em relação a dezembro de 2003 chega aos 17,0%. O setor de bens de capital (12,3%) também supera a média global, seguido de bens intermediários (7,5%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (7,1%). A magnitude desses índices reforça a idéia de que as vendas de final de ano foram relevantes na atividade industrial no mês de dezembro.

Indústria cresce em todos os trimestres de 2004

Os índices em bases trimestrais confirmam que o setor industrial sustentou, ao longo de 2004, taxas positivas, mesmo quando comparado com os últimos meses de 2003, em que a produção já mantinha uma trajetória de crescimento. Após o crescimento de 6,5% no primeiro trimestre de 2004, observou-se uma aceleração nos dois trimestres seguintes, quando as taxas ficaram em 10,0% e 10,4%. No último trimestre de 2004, frente a igual período de 2003, a indústria cresceu 6,3%. Neste período, a produção de bens de consumo duráveis cresceu 15,0% e a dos setores de bens de capital e de bens intermediários registraram, ambas, avanço de 6,9%. Abaixo do índice nacional ficou somente o desempenho da categoria de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (4,2%). É neste último trimestre que se observa uma menor dispersão entre o ritmo de crescimento das categorias de uso, com o desempenho da área de bens de consumo semiduráveis e não duráveis ficando mais próximo à média global. Em relação ao terceiro trimestre de 2004, na série com ajuste sazonal, observa-se que apenas a categoria de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (1,7%) cresce acima do total da indústria (0,9%). Os dois segmentos líderes da expansão ao longo de 2004, bens de capital e bens de consumo duráveis, têm taxas de 0,5% e -1,0%, respectivamente. A produção de bens intermediários mostra ligeira queda no período (-0,6%).

Em 2004, os principais destaques foram veículos automotores e máquinas e equipamentos

Após as taxas de 1,6% em 2001, 2,7% em 2002 e 0,1% em 2003, o setor industrial reage e atinge em 2004 crescimento de 8,3%, sendo que o abrangente aumento de produção atingiu 26 atividades, 4 categorias de uso e 67 dos 76 subsetores pesquisados. Os desempenhos de maior impacto sobre o resultado global da indústria foram os de veículos automotores (29,9%), máquinas e equipamentos (16,1%), alimentos (4,1%), outros produtos químicos (7,0%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (17,8%). Esse grupo de indústrias tem uma dinâmica ligada às áreas de bens de consumo duráveis e de bens de capital, líderes da expansão recente, além de se beneficiar do dinamismo da agroindústria exportadora, como é o caso da indústria alimentícia (preparações e conserva de carnes) e de outros produtos químicos (herbicidas). Nos índices por categorias de uso, a maior taxa fica com bens de consumo duráveis (21,8%), em conseqüência do aumento generalizado nos seus subsetores, com destaque para: automóveis (27,6%), celulares (31,2%) e eletrodomésticos (18,7%). A melhora nas condições de crédito e uma maior estabilidade no mercado de trabalho alavancaram as vendas domésticas de bens duráveis. Outro fator que contribuiu para esse desempenho foi o aumento das exportações, particularmente no setor automobilístico. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), houve aumento de 17,8% no número de unidades exportadas de veículos leves no ano passado.

O segmento de bens de capital também apresentou crescimento acima da média nacional, avançando 19,7%. Os índices por subsetores mostram uma ampliação generalizada do investimento, com destaque para a produção de máquinas e equipamentos para construção (38,0%), máquinas e equipamentos para transporte (25,6%), bens de capital para fins industriais (16,1%) e bens de capital de uso misto (14,8%). Outra indicação do crescimento nos investimentos diz respeito ao resultado das importações de bens de capital que, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), tiveram aumento de 17,2% no ano. Também observa-se nesta categoria a influência positiva das exportações, cujo crescimento em valor chegou a 54,0% em 2004.

A produção do setor de bens intermediários cresce 7,4% e tem como destaque positivo os desempenhos dos subsetores insumos industriais elaborados (5,7%) e de peças e acessórios para transporte industrial (22,6%). Vale destacar ainda o elevado índice registrado no subsetor insumos industriais básicos (16,2%), impulsionado, principalmente, pela produção de minérios de ferro. Embora positivos, os resultados observados na produção de insumos para construção civil (5,7%) e de embalagens (2,9%) ficaram abaixo da taxa para o total da categoria. O destaque negativo nesta categoria é a queda de 3,8% observada no subsetor de combustíveis e lubrificantes básicos (petróleo e gás natural), seu único resultado negativo na série histórica iniciada em 1992.

O segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis ficou com taxa de 4,0%, revertendo o comportamento de queda observado em 2003 (-3,9%) e atingindo sua melhor marca desde 1996. Esse resultado está relacionado à gradual recuperação na massa salarial durante o ano de 2004, influenciada, principalmente, pelo aumento do número de pessoas ocupadas. As taxas foram positivas em todos os subsetores desta categoria, com destaque para alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,7%), cujos principais itens responsáveis são cervejas e chope; e refrigerantes. O aumento mais discreto ficou com o subsetor de carburantes (1,0%).
Em síntese, os resultados do final de ano confirmam que o setor industrial vem sustentando o ritmo de produção, com os índices para o quarto trimestre avançando 6,3% sobre igual período de 2003, e 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Neste tipo de comparação, que envolve a série de índices com ajuste sazonal, observa-se que o setor completa o terceiro trimestre consecutivo com crescimento, acumulando expansão de 6,9% entre o primeiro e o último trimestres de 2004. Nesta mesma comparação, bens de consumo duráveis (11,8%) e bens de capital (8,5%) foram as categorias de uso de maior expansão, enquanto bens intermediários (5,3%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (3,9%) cresceram abaixo da média industrial.

Na comparação entre o último trimestre de 2004 e o imediatamente anterior, a expansão de 0,9% é mais suave que as observadas no segundo (3,4%) e no terceiro trimestres (2,5%), e passa a ser liderada pelo segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (1,7%), o único com aumento acima da média industrial.

Comunicação Social
10 de fevereiro de 2005

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ATUALIZADO EM 28//06/2016