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  Geografia Geral e do Brasil ,


MULTINACIONAIS VERDE-AMARELAS

Conheça a trajetória de algumas companhias brasileiras que conquistaram
o mundo. Há poucos exemplos, mas o número cresce a cada ano
(LUCRO EXTERNO: US$ 760 milhões
foi o valor remetido pelas multis ao Brasil em 2004)

O conceito de multinacional é claro e objetivo para qualquer brasileiro: Volkswagen, Coca-Cola, IBM, Sony... Ao contrário disso, quem enumeraria ao menos duas companhias de capital nacional que empreendem negócios em outros países? Não obstante, elas existem. Há diversas empresas nacionais montando lojas ou escritórios no exterior e várias delas, no que é de fato uma novidade, edificam subsidiárias, fábricas mesmo, em terras estrangeiras. “Não são mais do que duas dezenas”, avisa Antônio Corrêa de Lacerda, presidente da Sobeet, Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais. Que seja. Mas elas estão se multiplicando e avançam para fora em uma onda irreversível. Já captam US$ 760 milhões de lucro vindos do exterior.


VALE DO RIO DOCE: Maior produtora mundial de minério de ferro, está presente
no Japão, na China, na Europa e nos EUA. Nesta foto, o braço francês

Citar a Petrobras é inevitável, já que encabeça qualquer ranking. Com atuação forte em trinta países, os destaques são Argentina, Colômbia, Bolívia, Angola, Nigéria e EUA. No campo de prospecção, por exemplo, a Petrobras tem parcerias com 60 companhias espalhadas pelo mundo. Ano passado auferiu lucro líquido de R$ 17 bilhões. Neste ano, o resultado de janeiro a setembro já acusa R$ 13,9 bilhões. Com um honroso segundo lugar na lista dos maiores exportadores, a Embraer ensaia os primeiros passos como multinacional. Investiu, em 2003, US$ 25 milhões na abertura da Harbin Embraer Aircraft Industry, com 51% de participação acionária. Os resultados apareceram. Neste ano, três jatos 145 foram à China Southern Airlines, em valor estimado de US$ 60 milhões. A Embraer calcula a demanda de 635 aeronaves de 30 a 120 assentos nas próximas duas décadas para o mercado chinês. “Essa subsidiária representará uma parcela significativa das operações globais da Embraer”, garante Maurício Botelho, presidente.


PETROBRAS: Empresa extrai petróleo de 55 poços fora do Brasil.
Em seis países, como na Bolívia (foto), faz refino, distribuição e na venda

Especialistas indicam que fabricar fora não é alternativa de expansão, mas de sobrevivência corporativa. “Baseado só no Brasil, você não tem escala internacional”, diz Jorge Gerdau, presidente da gigante que leva seu sobrenome. A siderúrgica anunciou, em novembro, a compra de quatro usinas americanas de aço por US$ 266 milhões. De janeiro a setembro, a companhia amealhou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, dos quais R$ 875 milhões vieram de operações estrangeiras.


BRASIL NA NEVE Planta da Gerdau, em Cambridge, no Canadá

Na Companhia Vale do Rio Doce, o cenário é semelhante. A maior produtora e fornecedora mundial de minério de ferro e pelotas possui atividades externas dignas das mais abrangentes corporações. Entre subsidiárias, coligadas e controladas, a Vale atua no Japão, na China, na Europa e nos EUA. Segundo Roger Agnelli, diretor-presidente da Vale, a empresa tem US$ 8,5 bilhões para investir até 2010. A idéia é se tornar “multicommodity”, atuando, além do ferro, com cobre, níquel e carvão – ela é dona da maior jazida carbonífera do mundo, em Moçambique.


EMBRAER: Fabricação é tímida, mas promissora. A fábrica chinesa
vai disputar demanda local de 635 aviões nos próximos 20 anos

Todas esses grupos, porém, são notórios gigantes. Menos conhecida é a expansão externa da fabricante de autopeças Sabó. Pressionada pelo movimento de internacionalização de autopeças, ela foi à Alemanha em 1992 e comprou uma companhia rival. Passou a disputar contratos de fornecimento na Europa e reforçou sua competitividade no Brasil. Hoje, 60% do faturamento de US$ 250 milhões da Sabó tem origem nas seis unidades industriais, que empregam mais de 2,5 mil pessoas, espalhadas entre Alemanha, Áustria, Hungria e Argentina. “Não sei quando, mas teremos de abrir uma fábrica nos Estados Unidos”, anuncia Newton Chiaparini, do Conselho de Administração. A vantagem mais contundente desses desbravadores, além do status de global player, reside em gerar e emprestar capital em moedas fortes.


WEG: Fazendo motores elétricos a partir de Santa Catarina,
ergueu três plantas industriais só na Ásia: Japão, Índia e China

Carlos Zignani, diretor da Marcopolo, maior encarroçador de ônibus do mundo (R$ 1,5 bilhão de faturamento) com fábricas em quatro continentes, relata um exemplo típico. Há cinco anos, a empresa tomou dinheiro emprestado simultaneamente no México e no Brasil. Lá, ela erguia uma nova fábrica. Aqui, ampliava a unidade de Caxias do Sul (RS). “Apanhamos o crédito com taxa Libor mais 2% no México. No Brasil foi 4,5%”, compara. Capitalizar-se em moeda forte é o sonho de qualquer empreendedor, mas ainda não é tudo. Produzir lá fora pavimenta uma experiência que repercute nas tomadas de decisões. “A empresa fica mais ágil”, garante o consultor Raul Corrêa da Silva. A WEG, fabricante catarinense de motores elétricos e faturamento de R$ 2,4 bilhões, concretizou no último bimestre duas aquisições na Ásia. Na Índia, a companhia tornou-se a primeira brasileira a atuar no país. Pretende efetuar uma parceria de produção com outra de suas subsidiárias, no Japão. Já o negócio da China para a WEG rendeu o ingresso em um mercado que gira US$ 360 milhões por ano. “Era necessário termos fábrica lá”, confessa o presidente Décio da Silva.

 

Thaís Vasconcelos – Eduardo Pincigher
Istoé Dinheiro - 29/12/2004 – Edição 382

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ATUALIZADO EM 28//06/2016