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  Geografia Geral e do Brasil

GUERRA - POR QUE E PARA QUÊ?

Leia e entenda as razões que levam duas nações a se envolverem em conflitos armados

Guerra dos Cem Anos, Guerra da Secessão Americana, Guerra da Tríplice Aliança, Primeira e Segunda Grandes Guerras Mundiais, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo... Todas essas guerras, se já não foram, ainda serão estudadas por você na escola. O tema divide opiniões e atrai a atenção de todos, basta lembrarmos da recente guerra entre Estados Unidos e Inglaterra contra o Iraque, que o mundo pôde acompanhar por todos os meios de comunicação. Você também deve ter ouvido algumas notícias sobre esse confronto, mas se alguém perguntasse, de supetão, o que é uma guerra, por que ela ocorre, quais os seus objetivos, as suas estratégias e suas conseqüências, você saberia responder? Se ficou pensando muito, acho que este texto pode lhe ajudar um pouquinho.

Segundo os dicionários, guerra é a luta armada entre nações ou partidos. Mas essa definição não é suficiente para entendermos o assunto, porque alguém pode achar que a guerra é uma simples luta feroz pela destruição e morte do inimigo. Não é só isso.
A guerra é a continuação da ação dos políticos para atingir seus objetivos, quando falham todos os instrumentos pacíficos. Em outras palavras, quando uma nação deseja muito alguma coisa que pertence a outra nação, ela vai tentar consegui-la por meio de conversas, de negociações, de trocas e de outros meios pacíficos. Se essa nação não aceitar nada disso, e ainda assim a primeira nação continuar com seus objetivos, ela poderá ir à guerra para resolver o problema, como aconteceu no conflito entre Brasil e Paraguai.

A decisão de entrar em guerra tem conseqüências duríssimas para os povos envolvidos, como morte de pessoas e grande gasto de dinheiro. Os países onde as batalhas são travadas são ainda mais prejudicados, porque acaba sendo destruído grande parte do patrimônio da nação. Por isso, atualmente, é normal que os políticos escutem a população antes de declarar a guerra ou ao menos façam pesquisas de opinião para saber o que pensam os que vão pagar a conta final. Como se vê, a guerra não é dos soldados. A guerra é feita por toda a nação, liderada por seus políticos. Os soldados são os intermediários para que o país alcance seus objetivos.

Existem leis para a guerra?

Da mesma forma que, se você tiver um problema sério com outra pessoa, a polícia será chamada e vocês serão julgados por um tribunal, as nações também devem satisfações à comunidade internacional pelo que fazem. Normalmente, o órgão responsável por julgá-las é a Organização das Nações Unidas, a ONU, que pode autorizar o início de uma guerra, se julgar que um dos países está cometendo algum tipo de crime, ou proibi-la, se considerar que existem outros meios para resolver o problema.

Iniciada a guerra, a comunidade internacional também vai acompanhá-la para saber se algum dos lados está deixando de cumprir alguma lei que protege os civis, os prisioneiros de guerra e o patrimônio público e histórico. Alguns já devem ter ouvido falar da Convenção de Genebra, que é o principal documento que trata desse assunto, reunindo várias leis a respeito. Ao fim do conflito, quem deixou de cumprir o que está previsto nessas leis deve ser julgado e condenado, como criminoso de guera.

Que tal alguns exemplos dessa convenção? O soldado que é aprisionado pelas forças adversárias é considerado um prisioneiro de guerra. Um prisioneiro é bem diferente de um preso comum, que está na cadeia por ter matado, roubado, participado do tráfico de drogas ou por ser corrupto. Ele simplesmente estava defendendo seu país, por uma causa que considerava justa. Dessa forma, deve ser tratado com dignidade, não pode receber maus tratos, deve ser protegido da fúria de algumas pessoas que queiram se vingar de algum possível mal que tenha sofrido e deve, terminada a guerra, ser devolvido à nação de origem para continuar sua vida normal e colaborar, como cidadão, na reconstrução de seu país.

Os civis -- e aí se incluem a imprensa, as pessoas dos diversos órgãos que integram a ONU e as várias organizações não-governamentais (ONGs) -- também devem ser protegidos e não podem ser alvos planejados de bombardeios. Quando o conflito chega até às cidades, é difícil diferenciar o militar do civil, mas os dois adversários devem tomar os cuidados necessários para não cometer nenhum crime de guerra.

Quais são as estratégias usadas na guerra?

Só depois que os políticos têm certeza de que seus povos querem a guerra e a declaram é que a palavra é passada aos generais. Para os militares, é importante saber qual o objetivo da guerra e quais são os limites do uso das armas, já que seu uso ilimitado pode, por um lado, acelerar o final do conflito, mas, por outro, causar muito mais vítimas e danos que o necessário. Os políticos é que definem isso. Para acelerar o final da Segunda Guerra Mundial -- que durou de 1939 a 1945 --, o presidente dos Estados Unidos autorizou o uso da bomba atômica contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

Cada guerra tem suas estratégias. Às vezes, a forma de conquistar o objetivo é atingir diretamente as forças armadas inimigas, e aí os militares se enfrentam abertamente no campo de batalha, buscando a decisão militar. Filmes sobre a Segunda Grande Guerra -- como O resgate do soldado Ryan e Além da linha vermelha --, mostram muitas batalhas desse tipo.

Outras vezes, quando um dos adversários é imensamente mais forte, a melhor maneira de ganhar é desgastá-lo e prolongar bastante a guerra, fazendo com que a população que o apoiava no início mude de opinião e pressione os políticos a chamarem os soldados de volta para casa. É a chamada guerra de guerrilhas. Foi assim que os vietnamitas ganharam, em 1973, a Guerra do Vietnã, mostrando aos americanos a dura realidade da guerra, e fazendo com que eles se cansassem e pedissem o fim do conflito. Isso também ocorreu em 1979, quando os russos ocuparam o Afeganistão, sendo expulsos, depois de muitos anos, pelos afegãos, apoiados, naquela época, pelos americanos.

A guerra é feita no ar, no mar, na terra, nas ondas eletromagnéticas e na mídia (televisão, internet, jornais e revistas). É importante ganhar em todos esses espaços. A força aérea procura dominar os ares e, lá de cima, bombardear os objetivos na terra e no mar. A marinha, por sua vez, busca ganhar os espaços no mar e, lá dos navios, lançar mísseis e aviões para acertar os alvos no chão. Na terra, os tanques, quando o terreno permite, e a infantaria a pé, em lugares como cidades e selvas, avançam para conquistar os objetivos importantes. A guerra prossegue pelo domínio das ondas eletromagnéticas, por onde são transmitidas as informações e as ordens. Por último, as imagens e as notícias conquistam os corações e mentes da população do mundo inteiro e influenciam a opinião pública que, como vimos antes, tem uma grande força para autorizar, ou não, a guerra.

Como a guerra termina?

A guerra termina de várias formas. A primeira delas é quando o objetivo do atacante é alcançado e o defensor já não pode reagir. Na Primeira Guerra do Golfo, em 1991, foi assim. Após a invasão do Kuwait pelo Iraque, a ONU autorizou que uma aliança de nações restabelecesse a ordem na região. As forças internacionais, lideradas pelos Estados Unidos, atacaram, cercaram e destruiam grande parte do exército iraquiano e este se rendeu. O conflito teminou com a retirada dos invasores iraquianos do vizinho Kuwait.

Outra situação que costuma por fim a uma guerra é quando os políticos julgam que o preço que o país está pagando com o ataque é mais alto do que o objetivo do conflito. A Guerra entre o Irã e o Iraque, na década de 1980, terminou mais ou menos assim. O Iraque começou o conflito, mas perdeu as forças e a guerra acabou sem que nenhum dos lados conseguisse impor sua vontade ao outro. Curioso é que, naquela guerra, os Estados Unidos e a Inglaterra apoiavam o Iraque, que já era governado por Saddam Hussein.

E o Brasil? Também pode entrar em guerra?

Devemos, sim, estar preparados para conflitos desse tipo. O povo brasileiro não deseja a guerra. E assim está escrito na nossa Constituição. Somos um povo pacífico. No entanto, o Brasil tem que estar preparado para participar delas, pois possui imensas riquezas naturais, como minérios, petróleo, água, a maior floresta do mundo e outras coisas que despertam a cobiça de muitos países. Além disso, temos cerca de 15 mil quilômetros de fronteira e 8 mil quilômetros de litoral para proteger. Não devemos nos esquecer que toda essa riqueza inestimável foi herdada de nossos antepassados, que a conquistaram e mantiveram a custa de muito sacrifício.
Por isso é que a sociedade brasileira deve estar atenta para a necessidade de possuir forças armadas capazes, bem equipadas e bem treinadas. O poder dessas forças armadas não pode ser menor nem maior do que o Brasil precisa para manter-se soberano, continuar dono do seu patrimônio e poder transmitir ao mundo suas decisões. Elas também existem para dar condições aos nossos políticos de dizerem "não" a qualquer outro país, quando seus objetivos sejam contra os interesses do povo brasileiro.

André Luis Novaes Miranda,
Ciência Hoje das Crianças 137, julho 2003
Tenente-Coronel de Infantaria,
Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

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ATUALIZADO EM 28//06/2016