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  Geografia Geral e do Brasil ,


BRASIL BOM DE BRIGA

Diplomatas brasileiros venceram
nove das onze disputas que
travaram este ano na OMC

Um breve balanço da atuação do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra o seguinte: dos onze contenciosos em que o Itamaraty montou barricada este ano, o País saiu vitorioso em nove. Em menos de quatro meses, a OMC foi o palco de duas decisões históricas favoráveis ao Brasil. A primeira foi tomada em agosto, quando 147 países concordaram em que os países ricos devem acabar com os subsídios às exportações agrícolas. A segunda, no terreno das disputas comerciais, foi quando o Itamaraty arrancou, da União Européia e dos Estados Unidos, o fim dos subsídios para as suas indústrias de açúcar e algodão, respectivamente. “Agora há empresas européias investindo em açúcar no Brasil”, festeja o chanceler Celso Amorim, de 62 anos, 39 dos quais a serviço da diplomacia brasileira. À frente desse movimento de afirmação nacional, Amorim é elogiado por dezenas de países na luta pelo fim aos subsídios, mas a conquista desta vez não é pessoal.

A presença do Brasil no grupo de países que centralizaram as negociações em Genebra foi uma novidade estrutural, que reflete a atual influência do País no tabuleiro do comércio global. Nas rodadas anteriores, o rascunho era acertado entre europeus e americanos. “O acordo só foi possível por causa da criação do G-20, o grupo de países liderados pelo Brasil”, diz Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína. “Em Cancún, os EUA e a UE ficaram perplexos, mas depois assimilaram a nova correlação de forças.” Lá, Brasil, China e Índia articularam o grupo de emergentes que desde então enfrenta o protecionismo agrícola dos Estados Unidos e da Europa. Dentro da própria OMC, diplomatas como Carlos Perez del Castilho, do Uruguai, então presidente do Conselho Geral da OMC, previa que o G-20 não duraria uma semana. Essa nova realidade colocou em cena um velho amigo de Amorim: Luiz Felipe de Seixas Corrêa. Atual embaixador em Genebra e chefe da missão brasileira junto à OMC, ele foi escolhido como candidato do Brasil ao cargo de diretor-geral da OMC. Tem chances.

As vitórias transformaram o Brasil em menina dos olhos daqueles que pleiteiam um lugar ao sol. Em viagem ao País, os presidentes Hu Jintao, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, pleitearam o apoio do Brasil na OMC. “O Brasil é visto como um redentor para nações em busca de um lugar na OMC”, afirma o cientista político Riordan Roett, da Universidade John Hopkins. O destaque tem o seu preço. No final de novembro, em um processo que ocorre a cada quatro anos, o Brasil foi submetido a consultas dos outros 146 países da OMC. Nada menos do que 300 perguntas foram enviadas ao Itamaraty – a média nas últimas vezes era em torno de 150 a 200. Os maiores ataques vieram justamente de quem mais perdeu: os EUA. Os americanos afirmam que a estratégia brasileira de aumentar exportações sem uma contrapartida na abertura de seu mercado tem limitações. Dias atrás, a OMC divulgou o relatório da revisão da política comercial brasileira. “Os 146 países que participam da revisão não apontaram nenhum instrumento do Brasil que infringisse normas da OMC”, gaba-se Clodoaldo Hugueney, subsecretário-geral do Itamaraty. “O problema é usar dessas prerrogativas para distribuir benesses”, avisa Roett, da John Hopkins. Foi o que aconteceu com o Vietnã, em novembro. Durante a visita do presidente Tran Duc Luong, o Brasil concedeu o status de nação mais favorecida na OMC ao país asiático. Um passo abaixo do reconhecimento de economia de mercado, como foi dado à China. “O Brasil não pode desperdiçar o6 seu status”, afirma o professor.

Gustavo Gantois
Istoé Dinheiro - 29/12/2004 – Edição 382

 

AS VITÓRIAS DE 2004

Subsídios agrícolas – O Brasil e os outros países do G-20 conseguiram
destravar a Rodada Doha e acertaram o fim dos subsídios até 2010.

Açúcar – O Itamaraty estima que o Brasil pode lucrar US$ 750 milhões
com a condenação da UE pelos seus subsídios.

Algodão – A OMC ainda não definiu o valor da retaliação porque os EUA
entraram com recurso, mas o Brasil já é credor da maior economia do mundo.

Emenda Byrd – Repassa o dinheiro arrecadado com medidas antidumping aos produtores americanos. Brasil, UE e outros poderão retaliar em US$ 150 milhões.


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ATUALIZADO EM 28//06/2016