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CENÁRIOS PESSIMISTAS

Este é o cenário otimista: Índia e Paquistão travaram três guerras quando não tinham armas nucleares. Depois da entrada do subcontinente indiano na idade nuclear, não aconteceu nenhuma guerra. Na insana lógica nuclear, os quilotons têm um poder dissuasivo.

Esta é a esperança de Vladimir Putin. Ele comparou a disputa entre a Índia e o Paquistão sobre Caxemira à crise dos mísseis em Cuba em 1962. Putin, que assinou um acordo com George Bush de redução de armas nucleares, lembrou que "naquela época, líderes americanos e soviéticos tiveram responsabilidade suficiente para encontrar uma solução".

Mas ninguém sabe se a dissuasão nuclear funciona crise atrás de crise. Talvez o inimaginável tivesse acontecido se Washington e Moscou repetissem a crise dos mísseis em Cuba a cada três meses. Nos cenários mais pessimistas desenhados pelos americanos, militantes islâmicos apoiados pelo Paquistão lançam ataques terroristas contra a Índia e as tropas indianas respondem com uma invasão da área do Caxemira controlada pelos paquistaneses. O Paquistão - que não é páreo para a Índia numa guerra convencional - reage com armas nucleares.

Tão pouco é possível prever o tamanho de uma guerra nuclear. Se o Paquistão ataca primeiro - o que nunca descartou - haveria muitas pressões políticas e estratégicas para uma potente retaliação indiana. A partir daí, como conter uma escalada? As avaliações sobre o impacto de um primeiro duelo entre Estados nucleares são imprecisas. Os números variam de meio milhão a 50 milhões de vítimas. Um estudo do Pentágono fala em até 12 milhões de mortes.

Apesar destes cenários aterradores, a diplomacia internacional não se revelou até agora dissuasiva. Russos e chineses tentaram alguma coisa nesta semana durante uma reunião de países asiáticos no Cazaquistão. Agora os americanos estão colocando em campo o seu poder de fogo diplomático.

As opções do Governo Bush são ingratas. As prioridades americanas são manter o Paquistão atrelado aos seus interesses na guerra contra o terror e ao mesmo tempo consolidar o nascente bom relacionamento com a Índia como um contraponto à China, que por sua vez é próxima do Paquistão.

Pressões mais intensas sobre o Presidente paquistanês Pervez Musharraf podem desestabilizar o seu Governo e abrir espaço para radicais islâmicos. Já a Índia pode se irritar com a complacência americana no Caxemira. Nova Deli espera suporte americano na sua guerra contra o terror de nacionalistas islâmicos na região. O poderoso ministro do Interior indiano, Lal Krishna Advani, considera uma obrigação dos EUA forçar Musharraf a abandonar o apoio aos militantes islâmicos. Afinal, Bush levou o Paquistão a trair os talebãs no Afeganistão. Por que não fazer o mesmo no Caxemira? Mas Bush não pode jogar tão pesado com Musharraf.

Como se vê, as opções diplomáticas americanas são limitadas. Já as possibilidades de estrago no subcontinente indiano são ilimitadas.

Caio Blinder
Diário de Notícias – Lisboa – 09/07/2003

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ATUALIZADO EM 28//06/2016