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  Geografia Geral e do Brasil

O BRASIL DE LULA LUTA EM TODAS AS FRENTES E É O PORTA VOZ NATURAL DAS ECONOMIAS EMERGENTES

É Lula pra cá, Brasil pra lá! O mundo se agita com as declarações do presidente brasileiro e com as façanhas não somente futebolísticas de seus compatriotas.

Vimos Luiz Inácio Lula da Silva repreendendo a Alemanha por sua hesitação em salvar a Grécia, e oferecendo sua mediação no conflito entre Israel e Palestina.

Vimo-lo tentando, junto com os turcos, arrefecer a questão nuclear iraniana, e apoiar os argentinos em seu conflito contra os britânicos a respeito das Ilhas Malvinas e seu petróleo.

Mas “o homem mais popular do mundo”, segundo Barack Obama, não se apoia somente em seu carisma para falar em alto e bom som. Ele representa um Brasil em plena forma que, após uma depressão causada pela crise, segue de perto a China e a Índia em termos de crescimento.

A Petrobras, grupo petrolífero que é a empresa mais lucrativa da América Latina, a Vale, líder mundial do ferro, a Embraer, que poderá muito bem superar a Boeing e a Airbus em breve no setor de aviação, são apenas alguns dos orgulhos de uma economia industrial de primeira ordem.

No setor agrícola o crescimento é comparável, e valeu ao Brasil o título de “celeiro do mundo”. Soja, açúcar, etanol, café, frutas, algodão, frango, etc. fazem dele um concorrente temível para os produtores europeus.

Foi em 2008 que o Brasil se deu conta de suas capacidades econômicas. Até então, ele negociava com a Organização Mundial do Comércio, mas de maneira um tanto tímida. A crise que veio dos Estados Unidos e o colapso da produção industrial dos chamados países desenvolvidos o persuadiram de que era hora de partir para a ofensiva.

Agora é o Brasil, representado de forma brilhante por seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que mais pressiona por uma conclusão das negociações da Rodada Doha. Em comparação, os Estados Unidos parecem presos em um protecionismo de outros tempos.

Menos temido que a China ou a Índia, de populações na casa dos bilhões, mais respeitado que uma Rússia dependente de suas matérias-primas, o Brasil é o verdadeiro porta-voz dessas economias emergentes que puxam o crescimento mundial. Com o eixo econômico do mundo se deslocando para o Sul, ele pode com razão exigir que aqueles que estão substituindo os países do Norte sejam mais bem representados nas instâncias internacionais, a começar pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem esquecer o Conselho de Segurança da ONU, no qual o Brasil almeja uma cadeira de membro permanente.

Porque “o século 21 será o século dos países que não tiveram sua chance”, e por ele acreditar estar “na metade de [sua] carreira política”, Lula, 65, poderá se candidatar ao secretariado geral da ONU em 2012. Ele também deverá lutar para melhorar o G20, cuja influência ele considera “muito pequena”.

Continuaremos a ouvir falar do ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Continuaremos a ouvir falar de um Brasil no despontar de seus “trinta anos gloriosos”.

O Brasil tenta controlar o aumento do seu crescimento econômico

Allegro ma non troppo: é esse o ritmo que o governo brasileiro quer imprimir ao crescimento da economia nacional. Nos últimos meses, esta vem progredindo rápido demais, e corre o risco de sofrer um superaquecimento como o da economia chinesa.

Atingido tardiamente pela crise mundial, o Brasil foi um dos primeiros países a se livrarem dela. E como! Depois de ter sofrido uma ligeira retração do produto interno bruto (PIB) de 0,2% em 2009, sua economia volta a crescer, e mais rapidamente do que antes da crise.

Segundo uma projeção do Banco Central, o crescimento deu um salto de 9,84% no decorrer do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009, e de 2,38% em relação ao período outubro-dezembro de 2009. A economia poderá crescer de 6% a 7,5% em 2010, um recorde nos 25 últimos anos.

Os sinais de superaquecimento são visíveis. Principal motor do crescimento, o consumo interno está a todo vapor. Ele é mantido pela febre consumidora dos cerca de 25 milhões de brasileiros que, em dez anos, passaram a fazer parte da classe média e descobriram os charmes do crédito. No primeiro trimestre, o comércio cresceu 13%.

Em três meses, o Brasil criou quase um milhão de empregos. E deverá criar 2,5 milhões deles em 2010, em um mercado que permanece tenso devido à escassez de mão de obra qualificada em certos setores em plena expansão, como a indústria petroleira. De janeiro a março, mais de 11 mil vistos de trabalho foram concedidos a estrangeiros, um aumento de 16%.

As importações destinadas a satisfazer a demanda interna em bens de produção e em produtos industriais deverão, pela primeira vez desde 2000, ultrapassar as exportações, constituídas em sua maioria por matéria-prima agrícola e minerária, destinada especialmente à China, principal cliente do Brasil.

Para evitar o agravamento do déficit da balança de pagamentos, o governo acaba de adotar uma série de medidas de ajuda aos exportadores, ainda mais castigados pela valorização excessiva do real, a moeda nacional.
Mas o que mais preocupa os dirigentes é o despertar da inflação, esse flagelo que tanto devastou a economia do Brasil no passado. A alta dos preços atingiu 5,3% em um ano, e deverá ser de 5,5% em 2010, ou seja, um ponto acima da meta oficial (4,5%). Para o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, é absolutamente necessário do ponto de vista político conter a inflação, a pior inimiga dos pobres.

E isso causou a decisão tomada pelo Banco Central, no fim de abril, de aumentar em 0,75 ponto os juros básicos, para 9,5%. Foi a primeira vez em quase dois anos, e deverá haver outros aumentos futuramente, de forma suave para não “resfriar” demais a economia.

Essa medida ocasionalmente indispensável não compromete, a longo prazo, a queda progressiva dos juros que, em termos reais, passaram de 20% em 2003 para 5% hoje. Esses juros continuam sendo muito atraentes para os especuladores estrangeiros, seduzidos pelo Brasil desde que as agências de classificação de risco o consideraram um “país seguro” em 2008.

Em 2010, os investimentos diretos estrangeiros deverão atingir a cifra recorde de US$ 45 bilhões. Na Bolsa de São Paulo, eles são maiores que os investimentos das instituições e pessoas físicas.

Entretanto, se o Brasil se aproxima do superaquecimento, é porque ele não investe o suficiente em seus meios de produção. Ele também poupa muito pouco: 19% de seu PIB (contra 40% na China). Luciano Coutinho, presidente do

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), calcula em 25% as taxas de investimento e de poupança desejáveis para que o Brasil possa enfrentar um crescimento anual de 10%.

Esse dinheiro deverá financiar o desenvolvimento da infraestrutura, especialmente no setor rodoviário e portuário, que está saturado, e a melhora do ensino público e profissionalizante, cuja deficiência limita os ganhos de produtividade.

Sem isso o país corre o risco de ter uma falta ainda maior de máquinas, de espaço e de mão de obra qualificada.

Enquanto isso não acontece, o governo, para frear a demanda, aboliu os incentivos fiscais instaurados durante a recessão para estimular o consumo. Ele anunciou cortes de US$ 17 bilhões (R$ 31 bilhões) nos gastos públicos. Mas, nesse campo da austeridade, sua margem de manobra orçamentária é reduzida, neste ano de eleição presidencial.

Há alguns dias, em Madri, o presidente Lula comemorava “o momento mágico” vivido pela economia brasileira. Para que essa magia dure, não é nem desejável nem razoável que esta cresça além de 6% este ano.
“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, resume o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, brinca: “Mas controlar o aquecimento é uma tarefa boa”. Uma tarefa pela qual é invejado por muitos de seus colegas em todo o mundo.

Petrobras, principal empresa da América Latina

A companhia petrolífera brasileira Petrobras é a empresa que teve, em 2009, o maior lucro da América Latina (R$ 31 bilhões), segundo a agência especializada Economática. Outro grupo brasileiro, a mineradora Vale (R$ 11 bilhões), está em terceiro lugar. Criada em 1953, a Petrobras também é a maior firma do Brasil, e a terceira de todo o continente americano por sua capitalização de mercado. Presente em 28 países, ela se desenvolveu sobretudo na exploração de petróleo em águas muito profundas (mais de 7 mil metros). No fim de 2007, a Petrobras descobriu, na costa sudeste do Brasil, jazidas gigantescas que podem conter cerca de 50 bilhões de barris de óleo bruto.

Jean-Pierre Langellier
Le Monde, 25 de maio de 2010

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ATUALIZADO EM 28//06/2016