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  Geografia Geral e do Brasil

O QUE FALTA PARA SALVAR O CLIMA

A lista é extensa, difícil e incerta – mas a Conferência do Clima de Copenhague mostrou que a emissão de gases poluentes virou um problema que o mundo não pode mais ignorar

No fim da tarde da sexta-feira, vazou o rascunho da declaração final, de três páginas, dos presidentes. Ele não é um acordo, mas estabelece as bases para a negociação continuar. Entre as novidades, ele inclui a necessidade de orientar as metas de redução tendo por objetivo limitar a elevação da temperatura global em 2 graus célsius. Prevê investimento de US$ 30 bilhões de 2010 a 2012 para ajudar os países em desenvolvimento. E uma mobilização para formar um fundo de US$ 100 bilhões por ano de 2012 a 2020. O principal avanço é a entrada dos Estados Unidos no processo. O país, que estava fora desde o Protocolo de Kyoto, em 1997, é o maior emissor – e vital para o sucesso de qualquer futuro tratado global.

Mesmo que o produto da COP15 decepcione alguns, os holofotes que o mundo lançou sobre Copenhague revelam a relevância conquistada pela questão climática e a continuidade da negociação. Quanto aos resultados, é possível arriscar duas conclusões. A primeira é que o mundo já mudou. O acúmulo discreto de gases quase sempre insípidos, inodoros e incolores nas altas camadas da atmosfera finalmente virou um problema ameaçador demais para ser ignorado. Ele pode trazer prejuízos incalculáveis. E pode mover multidões de eleitores, como os 100 mil que marcharam na semana passada em Copenhague e os mais de 700 ativistas presos pela polícia. O aquecimento global também pode criar e destruir negócios. E até ajudar a decidir eleições, pelo que se viu no desfile de pré-candidatos presidenciais do Brasil na COP15. Um observador irônico comentou que a intensidade dos protestos e a da repressão policial típicas do Fórum Econômico Mundial, em Davos, tinham se transferido para cá. Não é à toa. A crise do clima virou fator determinante para a riqueza e a pobreza das nações nas próximas décadas.

Essa transformação global também significou um novo e mais relevante papel internacional do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi uma das figuras centrais na COP15. Estava tão à vontade no papel que aproveitou para passar um pito nos outros chefes de Estado. “Sinceramente, estou decepcionado por entrar em reuniões de alto nível, com figuras proeminentes, e ser submetido a discussões que não esperava mais ver”, disse, em seu principal discurso. “Me lembrou os debates dos tempos de líder sindical.” A plateia aplaudiu. Além de ter sucesso nos palcos, Lula articulou nos bastidores para quebrar os impasses nas negociações, com Wen e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. Esse empenho pessoal de Lula pode significar que, de agora em diante, o meio ambiente deve entrar no centro das preocupações do país. “O meio ambiente subiu para o mais alto processo decisório no Brasil”, disse a senadora Marina Silva, citando a inédita presença do presidente, de três ministros e de todos os governadores da Amazônia numa COP. “O Brasil mudou.”

A segunda grande conclusão de Copenhague é que há uma lista de questões importantes e espinhosas a resolver nos próximos meses. Elas ficaram claras nos embates dentro do Bella Center. Serão decisivas para determinar o sucesso ou o fracasso de qualquer tentativa de administrar os humores da atmosfera. A seguir, o que falta resolver para enfrentar o aquecimento global de forma eficaz.

Alexandre Mansur,
Revista época, edição 605, 21 de dezembro de 2009

 

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ATUALIZADO EM 28//06/2016