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REDE VIGIA DIREITOS HUMANOS NOS EUA

Mulheres grávidas presas dão à luz algemadas à cama e rodeadas por carcereiros. Enquanto isso, outras centenas de pessoas estão atrás das grades há quase dois anos sem terem sido acusadas de crime algum. Elas não podem falar com um advogado e não têm a menor idéia de quando sairão dali, ou se sairão. Algumas vêm sendo torturadas para confessar algo de que autoridades suspeitam que tenham feito, mas sem provas.

Esta é apenas uma espécie de síntese de um relatório sobre violações dos direitos humanos divulgado ontem — Dia Internacional dos Direitos Humanos — e preparado, pela primeira vez, por um conjunto de nada menos que 50 organizações que monitoram esses crimes em todos os continentes. A novidade é que os dados não se referem, como de hábito, a abusos cometidos no Terceiro Mundo, e sim nos Estados Unidos.

— Aqui o governo insiste muito em que temos direitos constitucionais, mas é preciso entender que precisamos também de direitos humanos. E isso está ficando cada dia mais difícil de obter, por causa da política arrogante desse governo. Ele criou dois padrões de juízo: um para os EUA e outro para o resto do mundo. E o nosso padrão interno se deteriora a cada dia — disse Ajamu Barak, representante da Anistia Internacional nos EUA.

Barak falou ontem também como diretor de uma nova organização, a Rede de Direitos Humanos dos EUA, que reúne grupos americanos atuantes nessa área. Foi lançada, em Washington (dezembro de 2003), com a apresentação de um primeiro rascunho de denúncias reunidas pelos 50 grupos fundadores, e prometendo dar uma atenção redobrada aos abusos cometidos na terra de Tio Sam.

A mais incisiva das denúncias partiu de Gregory Nojeim, da União Americana de Liberdades Civis (Aclu). Ele afirmou que o governo americano passou a subcontratar torturadores. Segundo Nojeim, alguns estrangeiros suspeitos de terrorismo detidos nos EUA têm sido interrogados por policiais de seus países de origem cujos métodos são medievais:

— Depois de não obter qualquer informação substancial em seus próprios interrogatórios, as autoridades americanas têm solicitado a ajuda de forças policiais estrangeiras que têm na tortura seu principal argumento para arrancar confissões — disse Nojeim, mencionando casos de presos que teriam sido interrogados por policiais sírios e egípcios.
Abusos sexuais contra presidiárias, condenação à morte de pessoas por crimes que cometeram quando eram menores de idade (isso só acontece nos EUA e no Irã) e apropriação de terras de indígenas sem a devida compensação financeira foram alguns dos outros abusos mencionados.

O governo Bush acima das leis internacionais

O ponto central, no entanto, era a nova política de segurança do presidente George W. Bush:
— As manifestações contra os EUA que vemos hoje ao redor do mundo são uma reação à percepção de que os EUA, e particularmente o governo Bush, pensam estar acima das leis internacionais, leis às quais o resto do mundo está obrigado a obedecer. Estamos aqui hoje para dizer que não é apenas o resto do mundo que se opõe a essa exceção: nós, americanos, também estamos preocupados e somos muito afetados por essa política de dois pesos e duas medidas — disse Barak.

José Meirelles Passos
O GLOBO, 11 de dezembro, 2003

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ATUALIZADO EM 28//06/2016