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  Geografia Geral e do Brasil


Está na hora de investir mais nos mercados emergentes,
que já são os maiores importadores de produtos do agronegócio


Em Hong Kong, no final do ano passado, concluiu-se mais uma rodada do esporte preferido pelos negociadores internacionais: enxugar gelo.

Houve, é verdade, um pequeno avanço na questão dos subsídios à exportação, mas continuam sem implementação os compromissos assumidos em Doha. Os países industrializados mantêm as suas políticas agrícolas protecionistas e continuarão subsidiando generosamente sua produção, cada vez mais cara e cujas áreas competem com centros urbanos, indústrias, pólos de turismo, estradas e aeroportos pelo espaço físico disponível.

Como sempre acontece nessas ocasiões, todos se proclamaram vitoriosos, mas, na verdade, ninguém leva nada, a não ser a continuidade das absurdas políticas agrícolas da União Européia, do Japão, da Coréia do Sul e dos Estados Unidos. Um modesto compromisso de eliminar subsídios à exportação até 2013 foi comemorado.

Enquanto aconteciam os debates, reuniões, manifestações contra a OMC (Organização Mundial do Comércio) e, é claro, os tradicionais coquetéis e "happy hours", uma nova realidade se consolidava no mercado internacional e parece passar despercebida.

No início dos anos 90, 80% das exportações brasileiras do agronegócio se destinaram à tríade Estados Unidos, União Européia e Japão. O restante, para os chamados emergentes. Em 2004, 52% das exportações foram embarcadas para os emergentes, e 48% o foram para o trio dos desenvolvidos. Neste ano, a participação dos emergentes já atinge 55%, e as projeções indicam que, no final desta década, de 75% a 80% das nossas exportações do agronegócio irão para esses países.

Para a carne bovina, o principal mercado é a Rússia. Depois, vêem o Egito, o Chile e a Holanda. Na soja, o principal mercado é a China. Na carne suína, a Rússia. A tarifa aduaneira -sob essa denominação ou suas variantes- na Europa é de até 176%. Nos países emergentes é sempre menor.
Estamos assistindo ao crescimento econômico rápido e contínuo -exceção feita ao Brasil- dos emergentes. Com o crescimento, melhoram a renda e os padrões alimentares, aumentando o consumo de proteína animal e vegetal para consumo humano e para ração animal.

O Brasil se afirma como a última fronteira agrícola do mundo e já é o principal exportador líquido de alimentos e de matérias-primas agrícolas. Não devemos abandonar a luta por melhores condições de acesso e redução de subsídios dos nossos clientes tradicionais no Atlântico Norte, mas está na hora de investir mais nos mercados emergentes, que já são os maiores importadores de produtos do agronegócio. Quanto à OMC, ela se transforma em um cartório de registro dos interesses agrícolas de alguns países, e não devemos esperar grandes avanços nas negociações.

Sejamos pragmáticos. Vamos atenuar o discurso do multilateralismo comercial e intensificar nossos contatos e acordos com quem cresce e compra. Quanto ao discurso pregando o livre-comércio, parece estar limitado a teses acadêmicas e falas de ministros de Comércio e de Relações Exteriores que nos visitam com freqüência e sempre com sugestões de maior abertura.

Nós já abrimos demais. Agora é a hora dos nossos parceiros do Norte.

Marcus Vinicius Pratini de Moraes
Folha de São Paulo, 23 de janeiro de 2006

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ATUALIZADO EM 28//06/2016