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  Geografia Geral e do Brasil


CHINA DEVE ULTRAPASSAR A FRANÇA E SE TORNAR A 4ª MAIOR ECONOMIA DO MUNDO EM 2005 Segundo as novas estatísticas que foram publicadas nesta terça, o PIB chinês foi, em 2004, superior em US$ 284 bilhões em relação aos números oficiais anteriores.

A China anunciou nesta terça-feira (20/12) uma revisão para cima do seu Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2004: este seria superior em 16,8% aos números oficiais anteriores, ou que corresponde a um acréscimo de US$ 284 bilhões (R$ 667,31 bilhões).

Com isso, o "novo" PIB chinês foi fixado, em 2004, em 15.988 bilhões de iuanes, ou seja, US$ 1,971 bilhão, ou R$ 4,631,25 trilhões.

Esses resultados preliminares de uma investigação visando a incluir nas estatísticas um certo número de serviços (restaurantes, pequenos comércios, peritos contadores, consultores, escolas privadas...) cujo peso havia sido subestimado, colocam em 2004 a China (já com a inclusão de Hong Kong) no quarto lugar entre as potências econômicas, atrás apenas dos Estados Unidos, do Japão e da Alemanha.

Sem Hong Kong, a China desponta na sexta posição em 2004 e deve alcançar o quarto lugar já em 2005.

"Este anúncio atende dois objetivos. O governo chinês havia sido criticado pelo seu excesso de investimentos, e, portanto, isso traz a vantagem de diminuir a parte dos investimentos no quadro do PIB. Eles querem também que o otimismo permaneça intacto, principalmente entre os investidores estrangeiros", declarou em entrevista à agência de notícias France Presse Andy Xie, um economista da corretora Morgan Stanley em Hong Kong.

A reavaliação da riqueza chinesa, da qual 93% provêm do setor terciário, resulta, portanto, em mudanças importantes na estrutura do PIB chinês: os serviços passaram a representar 40,7% da economia, contra 31,9% anteriormente, segundo o Bureau Nacional das Estatísticas.

"Vale lembrar de que, até 1990 o setor dos serviços permanecia ausente praticamente de todas as estatísticas. Assim como ocorria com os planejadores soviéticos, até então eram levadas em conta exclusivamente a agricultura e, sobretudo, a indústria.

Uma primeira adequação à realidade econômica aconteceu em 1991, com a adoção de um sistema de contas nacionais --o qual, na época, também conduziu a uma forte revalorização das estimativas. A normalização prossegue atualmente com este novo censo", explica Stéphane Cieniewski, um conselheiro financeiro da missão econômica francesa de Pequim.

Da mesma forma, esta readequação aparente permite reduzir a participação de um certo número de agregações indevidas ao PIB. "Os problemas estatísticos já eram conhecidos, e isso não muda nada no diagnóstico: apesar de tudo, as proporções chinesas permanecem excessivas e sem equivalente no mundo, tanto no que diz respeito ao peso da indústria, à taxa da poupança [provavelmente da ordem de 45%] e dos investimentos [mais de 40%].

Com isso, pode-se dizer que os novos números refletem uma imagem mais fiel e mais inteligível da economia chinesa, mas sem esquecer de que os desequilíbrios que ainda precisam ser resolvidos permanecem bastante reais", prossegue Stéphane Cieniewski, autor, junto com Jean-Patrick Yanitch, de uma pesquisa recente intitulada "Os Sete Desequilíbrios Capitais do Crescimento Chinês".

 Além dos três desequilíbrios mencionados anteriormente, os outros são "um consumo subdesenvolvido, um setor de exportações super-dimensionado, excedentes correntes crescentes e mal utilizados, e desigualdades sociais cada vez mais pronunciadas", precisa Cienewski.

O fato de esses desequilíbrios estarem se exacerbando atualmente aumenta os riscos de ter de se proceder a "correções". Estas podem ser de natureza financeira, com o acúmulo de créditos "podres" nos bancos. Elas podem também dizer respeito ao setor energético, que apresenta um nível de desperdício muito elevado.

"A China sofre de um modelo de desenvolvimento hipertrofiado, deformado em favor das exportações e dos investimentos. Desta configuração resulta, certamente uma expansão rápida do volume de produção, mas que se baseia numa abundância excessiva de fatores (trabalho e capital). A sua abertura para o exterior é assimétrica, ao mesmo tempo permeável para os bens e muito regulamentada para os capitais", explica esta pesquisa.

 "É a vontade de remediar a esses desequilíbrios que dita algumas das orientações recentes da política econômica chinesa", prossegue o estudo. "As aquisições de sociedades estrangeiras por parte dos grupos chineses permitem reerguer a corrente do valor agregado das exportações".

 É o caso também das novas preocupações sociais da equipe dirigente: a meta de melhorar a renda dos dois terços da população chinesa é essencial para o consumo interno e para a materialização do "maior mercado do mundo".

Brice Pedroletti
Le Monde, 21/12/2005

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ATUALIZADO EM 28//06/2016